O Duplo Aspecto do Evangelho

Em Êxodo 14:20 está escrito:

E ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; e a nuvem era trevas para aqueles, e para estes clareava a noite; de maneira que em toda a noite não se aproximou um do outro.”

Podemos ver nessa passagem o duplo aspecto do evangelho. Para os ímpios a mensagem da cruz mostra o juízo de Deus, implacável que alcançará a cada pecador sem Cristo. Já para os eleitos o santo evangelho traz a mensagem de esperança, de perdão, de salvação em Cristo Jesus.

O quê o evangelho tem sido para você leitor? Tem clareado sua noite ou tem sido trevas de desesperança?

J. C. Fachini

Exaltação ou Vergonha Nacional

“A justiça exalta os povos, mas o pecado é a vergonha das nações.” (Provérbios 14.34)

Se os políticos não se sentirem rebaixados em aprenderem da Bíblia, que eles ponderem cuidadosamente este sólido princípio da política, que se recomenda a cada instinto da mente sem sofisticação. Em verdade seria uma anomalia estranha na administração Divina, se a relação entre santidade e prosperidade, impiedade e miséria, estabelecida em casos individuais, não fosse a mesma na multiplicação de indivíduos em nações. Os registros da Escritura porém – confirmados pela observação extensa e imparcial – claramente provam que esta é uma regra da dispensação nacional, tanto quanto da individual. Os anais do povo escolhido, conforme foram uma nação justa ou pecaminosa, são caracterizados pela correspondente exaltação ou vergonha.[1] Não é a sabedoria da política, a extensão do império, as conquistas esplêndidas, o comércio forte, os recursos abundantes, mas a justiça que exalta os povos. Ela é tanto “o suporte que a faz subsistir firme em si mesmo, e uma coroa para torná-la gloriosa aos olhos dos outros.”[2] Grécia em sua orgulhosa ciência; Roma no auge da sua glória – ambas eram submersas nas profundezas mais baixas da degradação moral.[3] A verdadeira grandeza delas existia somente nas visões da poesia, ou o sonho da filosofia. Contraste a influência da justiça, tirando do barbarismo mais degradado uma comunidade, impregnada com todos os princípios elevados, que formam o bem-estar[4] de uma nação. Portanto, Cristianizar é regenerar a comunidade; elevá-la a uma posição mais digna; exaltar a nação (Deut. xxvi. 16-19), e isso, não com o brilho instantâneo de um esplendor duvidoso, mas com uma glória resistente, repleto com cada bênção prática. Mas o pecado é a vergonha das nações. Nenhuma nação é tão baixa, que não pode ser rebaixada ainda mais por ele; e para o povo mais forte, é uma mancha no seu escudo, que nenhuma glória mundana pode tirar. Quão inimigo é o homem ímpio para o seu país! Embora ele proclama seu patriotismo e mesmo que Deus talvez faça dele um instrumento para avançar os interesses temporais dela; ele contribui, na medida em que nele se encontra, para a mais profunda vergonha dela.

Querida Grã-Bretanha! País mais elevada na profissão da justiça! Por ti “regozijamos com tremor.” O efeito conjunto de um pequeno grupo de promover a honra do Sábado[5]; de resistir as investidas do Papado; de aumentar a utilidade e eficiência da Igreja; de treinar os jovens nos sólidos princípios do Evangelho[6]; de disseminar a palavra e a pregação até os fins do mundo – isto é a sua exaltação nacional. Mas o mau exemplo entre os Pagãos[7], a influência credenciada da heresia Romanista[8]; o dilúvio de infidelidade, ilegalidade e impiedade; a falta de um pleno reconhecimento de Deus em seus atos públicos – isto é tua vergonha. Que o pequeno remanescente no seu meio se lembre de sua responsabilidade nobre. (Mat. v. 13) Que eles tomem cuidado, para que sua profissão particular e relativa acrescente justiça, e não pecado, à nação. Que eles pleiteiem pela verdadeira prosperidade de seu país com humildade, fé e constância[9]. Que eles trabalhem para sua exaltação com inteira união de coração.

[1] Exaltação, Deut. xxviii.13. Josué x. 42. 1Reis, iv. 20-21. 2Crônicas. xvii. 2-5,11,12; xxxii. 22,23. Vergonha, Deut. xxviii. 43,44. Juízes ii. 7-15. 2Reis, x.31,32; xviii.11,12. 2Crônicas xv.2-6; xxxvi. 11-17. Jer. vii.29. Veja o nome de vergonha dado pelo próprio Deus. Isa. i.10; lvii.3. Oséias i.6-9. Zac. ii.1. Comparar Sabedoria. v. 23.

[2] Sermões sobre Êxod. xxiii.1-3 de Bispo SANDERSON. Até um sábio entre os pagãos falava de justiça moral…a coluna e firmeza da cidade. – Leis de PLATÃO, livro vi. “Aqueles príncipes e comunidades, que desejam manter seus governos inteiros e incorruptos, devem, acima de tudo, ter cuidado da religião e suas cerimônias, e preservar estes com devida reverência. Pois no mundo inteiro não há um sinal maior de ruína iminente, do que quando Deus e seu culto são desprezados.” Tal era o testemunho do cético e dissoluto político – Maquiavel. – Discursos Sobre a Primeira Década de Tito Lívio.

[3] Rom. i. 22-32, era um retrato do mundo pagão em seu estado melhor de requinte.

[4] Os Registros Missionários da Nova Zelândia e do Mar do Sul fornecem provas amplas deste fato.

[5] Veja o grande peso que o guardar do Sábado tem na balança da dispensação nacional. Ne. xiii. 15-18. Isa. lviii. 13,14. Jer. xvii. 24-27. Esdras xx. 15-24

[6] Sr. Addison, em um dos seus escritos, depois de fazer uma vívida descrição da procissão de crianças num dia de agradecimento pelos triunfos das forças da Rainha, dá sua firme opinião, que essas vitórias sem precedentes eram a bênção divina sobre a nação em razão da instrução religiosa que foi dada aos pobres. Este era o testemunho de um Secretário de Estado. – Guardian, No. 105

[7] Esdras, xxxvi. 20-23 Rom. ii.23. “Que Deus Ele deve ser” – disse um pobre Índio dos Espanhóis – “que tem homens tão sanguinários como seus servos e filhos!”

[8] Como deve ser a culpa nacional ligada a alocação anual de 100,000l. da nossa receita federal (incluindo a ímpia concessão a Maynooth) para o sustento do Papismo! Quem entre aqueles que recebem implicitamente o testemunho Escriturístico, Apoc. xviii.4, não tremerá na face da conseqüência do nosso país estar indo a todo vapor para Babilônia, ao invés de estar saindo dela? A conveniência pode dizer que é o caminho mais fácil. Mas a máxima de ouro de Burke é a política mais segura – ‘Aquilo que é errado moralmente nunca pode ser politicamente correto.’

[9] Que padrão Dan. ix. nos providencia para o exercício desse patriotismo Cristão!

Autor: Charles Bridges (1794-1869)

Tradução: Equipe Palavra Prudente

Trabalhe aonde está

“Cada um fique na vocação em que foi chamado.” (1Coríntios 7.20)

Algumas pessoas têm a tola noção que a única maneira de se viver para Deus é vir a ser pastores, missionários ou professoras de Escola Dominical! Ai! Quantos seriam excluídos de qualquer oportunidade de magnificar o Altíssimo se assim fosse o caso. Amado, não é a profissão, é o zelo; não é a posição, é a graça que nos capacitará a glorificarmos Deus. Deus é, com toda certeza, glorificado na oficina do sapateiro, onde o trabalhador cristão, enquanto usa o sovela, canta do amor do Salvador, sim, glorificado bem mais do que em muitos púlpitos onde a religião formal cumpre os seus deveres deficientes. O nome de Jesus é glorificado pelo pobre, iletrado carroceiro quando trabalha com seu cavalo, glorificando seu Deus, ou fala com seu companheiro de trabalho à beira da estrada, tanto quanto é glorificado pelo teólogo notório que, como Boanerges, está trovejando o evangelho por todo o país. Deus é glorificado quando O servimos em nossas próprias profissões. Cuide-se, caro leitor, para que não abandone o seu dever ao deixar a sua carreira, e cuide-se para que não desonra a sua profissão ao executá-la. Pense pouco de si mesmo, mas não menospreze a sua vocação. Toda profissão honesta pode ser santificada pelo evangelho para os fins mais nobres. Olhe para a Bíblia, e descobrirá os trabalhos mais servis ligados aos mais ousados atos de fé, ou as vidas de pessoas que foram notórias pela sua santidade. Portanto, não seja descontente com a sua vocação. Seja o que for que Deus lhe concedeu a fazer, qual o posto em que te colocou, permaneça por ali mesmo, a menos que esteja bem certo que Ele o está a chamar para algo diferente. Que seu maior cuidado seja glorificar Deus com o seu melhor na função que você ocupa neste momento. Preencha sua esfera atual para o Seu louvor e caso Ele necessite de ti em outro lugar, Ele o fará saber. Nesta noite, coloque de lado a âmbição opressiva, e abraçe o suave contentamento.

— C. H. Spurgeon, Morning & Evening: July 27; tradução adaptada pela Equipe Palavra Prudente

Deus quer que você esteja doente?

O título desta mensagem certamente vai surpreender-te, mas é necessário te chocar para neutralizar a constante enxurrada de ensinos que ouvimos dos pentecostais, entre outros. “Deus quer que você tenha saúde” tem sido a afirmação destes por muitos anos. Porém, examinando cuidadosamente as Escrituras, descobrimos que Deus realmente envia doenças e dificuldades, e Ele assim faz para o nosso proveito espiritual.

Eu não quero desrespeitar os doentes. A saúde é uma bênção que jamais devemos negligenciar. A dor física é uma grande prova. Aqueles que sofrem têm toda a minha compaixão e solidariedade. Meu desejo é libertá-los da culpa desnecessária imposta tão cruelmente sobre eles pelos líderes dos movimentos que afirmam que Deus veio curá-los e fazê-los felizes, e que as doenças, dores e dificuldades são resultados de uma falta de fé. Meu propósito é confortá-los verdadeiramente.

I. A doença é a experiência comum da humanidade.

Quando Adão pecou, o mundo caiu sob a maldição de morte (Romanos 5:12). A doença é talvez o meio mais comum pelo qual a morte chega até a raça de Adão. Todos nós ficaremos doentes pelo menos uma vez, se vivermos o tempo suficiente. Provavelmente desenvolveremos uma doença que virá a ser fatal.

Na verdade, ninguém tem saúde perfeita nesta vida. Estamos todos morrendo fisicamente. Nenhuma dieta ou medicação pode reverter os efeitos desta maldição sobre os filhos de Adão. Estamos todos revertendo à terra, de onde fomos criados! Certamente devemos ser bons mordomos dos nossos corpos, pois o corpo é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Mas na melhor das hipóteses, “o homem que é nascido de mulher, é de poucos dias e cheio de problemas” (Jó 14:1).

II. Deus é soberano sobre a doença.

A suposição comum hoje em dia é: “Se isso me machuca, não é de Deus, pois Deus só dá o que é bom e agradável. Se dói, vem do diabo, e é uma punição por algum pecado ou revela uma falta de fé.”

Mas vários problemas surgem com esta hipótese:

 Primeiro: quem determina o que é “bom”? Só Deus pode determinar corretamente tal coisa. O homem não distingue bem. Aquilo que é prazeroso e nos faz sentir bem pode ser algo negativo para nós a longo prazo;

Em segundo lugar: a suposta ligação entre a fé e a cura, que faz um homem totalmente responsável pela sua própria saúde, simplesmente não é ensinada na Palavra de Deus;

Em terceiro lugar: se Deus não está no controle de tudo, inclusive a doença e o sofrimento, quem está? Você ou o Diabo? Isso significa que você — ou o Diabo — é realmente Deus! Não, Deus é Deus! Ele envia a doença, como os seguintes versículos, tanto do Antigo e do Novo Testamento mostram.

 (1) Gênesis 32:25. Conforme Jacó lutou com Deus, Deus tocou a coxa dele, deslocando a articulação. Jacó assim passou a mancar. Mas nada disso foi uma punição contra Jacó. Em vez disso, Jacó foi elogiado por prevalecer e recebeu uma bênção (v. 28-29).

(2) Levítico 14:34 diz que Deus colocaria a praga da lepra em uma casa. Não há nenhuma indicação no contexto de que esta doença foi mandada como um juízo sobre o pecado.

(3) 2 Samuel 12:15. “O SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, de sorte que adoeceu gravemente”. Observe primeiro que foi Deus quem feriu esta criança. Em segundo lugar, Ele não fez isso por culpa do bebê!

(4) Jó 2:5-7. Satanás desafia Deus a tocar na carne e nos ossos de Jó. Deus, por sua vez, permite que Satanás toque em Jó, mas com a restrição de que ele não poderá morrer. Aqui está o perfeito e soberano controle de Deus em todos os detalhes da provação pela qual Jó passou

(5) Daniel 8:27. Em consequência da visão de coisas futuras que ele recebera, Daniel desmaiou e estava doente. Ele ficou sobrecarregado com o que tinha visto. Mas nenhum pecado está ligado a esta ocasião.

(6) Mateus 25:36. “Eu estava doente e me visitastes.” Cristo prediz que seus seguidores ficariam doentes. Ele também mostra qual é o dever daqueles que estão saudáveis: eles devem visitar os doentes, oferecendo ajuda, conforto e encorajamento. Não é instrutivo que Ele não disse: “Eu nunca estava doente, porque eu tinha muita fé” ou “Eu estava doente, e você me curou”? O propósito de Deus inclui as doenças humanas.

(7) João 9:1-3. Ao ver um homem cego de nascença, os discípulos perguntaram a Jesus, “Mestre, quem pecou, este homem, ou seus pais, para que nascesse cego?” Que perspectiva tipicamente errada! Jesus corrige suas superstições, respondendo: “Nem ele pecou nem seus pais, mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.” Obviamente, foi Deus quem fez dele um aflito desde o nascimento.

(8) João 11:03. Marta e Maria mandaram dizer a Jesus: “Senhor, eis que aquele que tu amas está doente.” Esta declaração parece contraditória na teologia de doença de hoje. Conforme tal teologia de doença, deveriam ter dito: “Aquele que tem pecado, ou tem falta de fé, está doente.” Jesus, porém, disse que esta doença era para a glória de Deus,”… para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.” (v. 4). Deus é glorificado na doença — em curá-la ou em continuá-la.

(9) 1 Timóteo 5:23. “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades”. Paulo não repreende Timóteo por algum lapso de fé ou de algum pecado oculto (como fizeram os amigos de Jó). Ele também não o manda reivindicar sua cura pela fé, nem buscar alguém que o cure pela fé ou um milagre. Ele simplesmente lhe diz para tomar o “remédio”.

(10) 2 Timóteo 4:20. “Trófimo deixei doente em Mileto.” Aqui foi um caso em que mesmo o próprio Paulo não o curou. Evidentemente, Deus tinha um propósito maior na doença de Trófimo e impediu Paulo de curá-lo.

(11) Tiago 5:14-16. A prescrição de Tiago para a doença é dupla. O grego indica a ordem. Primeiro, ungindo-o com óleo, o qual é provavelmente o uso de qualquer medicamento ou uso dos meios disponíveis. Em segundo lugar, orar sobre a pessoa doente. Tal como acontece com todas as orações, Deus nunca é obrigado a dar o que pedimos. Mas se for de acordo com a Sua vontade, Ele vai ouvir e conceder a petição (1 João 5:14-15).  Devemos orar com fé, confiando que Deus fará o que é bom. Se for da vontade de Deus, Ele vai responder as orações e levantar os doentes. “…se ele houver cometido pecados, serão perdoados.” Observe o “se”. Nunca devemos presumir que a doença é um julgamento sobre o pecado. Às vezes é, mas nem sempre.

Estes textos (e outros) provam conclusivamente que Deus tem controle absoluto sobre todas as doenças. Vamos agora voltar nossa atenção para os Seus propósitos por meio da doença.

III . A doença é um dos métodos primários do ensino de Deus.

Às vezes Deus envia a doença como um julgamento sobre o pecado. Por causa da desordem na mesa do Senhor, Deus afligiu alguns em Corinto com doenças e até a morte (1 Coríntios 11:30). A doença tinha um valor corretivo, e era para corrigir os infratores. A morte foi preventiva, para impedi-los de pecar mais. Todos os que observam tal fenômeno devem ouvir e temer! Alguns casos de disciplina na igreja envolviam ser entregue a satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus (1 Coríntios 5:5). A igreja que toma tal ação tem um bom propósito em vista: a salvação da alma. Deus pode educar-nos acerca da salvação por meio da pedagogia que é o sofrimento na carne!

O caso de Paulo e o seu espinho na carne é especialmente importante para os crentes que andam no temor do Senhor (2 Coríntios 12:7-10). Satanás era o instrumento por intermédio do qual esta doença física veio a Paulo. No entanto, o fato de que Paulo orava a Deus para a remoção deste espinho demonstra que Paulo sabia muito bem quem tinha o controle do corpo e da vida dele. Satanás intencionava o espinho para o mal, mas Deus o tornou para o bem de Paulo. Se existisse uma “oração em fé” feita por um homem com uma consciência limpa em relação a Deus essa oração era a de Paulo — a qual foi feita repetidamente. Mas Deus tinha um plano melhor! Ao invés de remover o espinho e trazer alívio para Paulo, Deus deixou o espinho, mas deu a Paulo graça adicional para suportar tal dificuldade. Tal combinação manteve Paulo humilde e, ao mesmo tempo, mostrou o poder de Deus na fraqueza de Paulo. Ó doentes e sofredores, ouça Paulo sendo fortalecido pelo Deus Todo-Poderoso: “…sinto prazer nas fraquezas…Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.” (2 Coríntios 12:7)

Enquanto Paulo estava nesta terra, o corpo e a alma se moviam em direções opostas.  O homem exterior perecia, mas o homem interior se renovava dia após dia (2 Coríntios 4:16). Que aprendizado enorme ele conseguiu por meio da doença! Todo cristão verdadeiro deve ser feliz em suportar a dor, a fim de obter graça. Por meio da doença, Deus nos chama a atenção. Nós reconhecemos nossa fragilidade e a nossa dependência de Deus. Aprendemos humildade. Provamos um pouco do que Cristo sofreu no Calvário. Nós nos preparamos para a morte. Olhamos com esperança para o céu e ansiamos um corpo glorificado na ressurreição.

Se você está doente, Deus tem um propósito nisso. Ele tem uma lição — ou até várias lições — para você ou outras pessoas aprenderem. Talvez o propósito dEle seja simplesmente atraí-lo para mais perto de Si mesmo. C.H. Spurgeon disse: “A doença, ao longo da vida, pode pela graça divina tornar-se em uma bênção para toda a vida.” “Melhor é sofrer desde a infância até a velhice do que ser deixado em paz para encontrar prazer no pecado.” Qualquer que seja o caso, não desperdice a sua doença. Se Deus chamou a sua atenção por meio da doença, Ele lhe fez um favor!”

Não devemos deixar de notar que a doença também aproxima de nós os nossos amigos. A doença e o sofrimento fornecem oportunidades para que os que estão saudáveis exerçam a misericórdia e a caridade. A doença também fornece oportunidades para que os que estão doentes sejam solidários com seus companheiros no sofrimento.

Acima de tudo, Deus é glorificado de alguma forma na sua doença. Caso contrário. Ele não teria lhe feito doente.

IV . Objeções.

(1) “Mas não é que Cristo tomou sobre si todas as nossas doenças, de acordo com Isaías 53:4-5? “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores…e pelas suas pisaduras fomos sarados?”

Resposta: Este texto é duas vezes citado no Novo Testamento, em Mateus 8:17 e 1 Pedro 2:24. Na primeira instância, a profecia de Isaías afirma ter sido cumprida no ministério terreno de Cristo pelos milagres de cura que Ele operou. Na segunda, o contexto exige um entendimento de que isso refere-se à cura espiritual. Assim, este versículo aplica-se espiritualmente a cada crente em Cristo, independentemente de sua saúde física. Também afirmo que a redenção realizada por Cristo envolve o homem total, alma e corpo. No entanto, a redenção completa não é operada nesta vida. A cura da alma ocorre aqui, em grande medida. Mas a cura do corpo ocorre na ressurreição, na segunda vinda de Cristo, quando este corpo vil que é corruptível se revestir de incorruptibilidade (1 Coríntios 15) , ele será alterado para ser conforme ao glorioso corpo de Cristo (Filipenses 3:21). Por enquanto,  ainda aguardamos a redenção de nossos corpos (Romanos 8:23).

(2) “3 João 2 não é a prova de que Deus quer que você esteja feliz e saudável? “Amado, desejo que te vá bem a todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à sua alma.”

Resposta: Em primeiro lugar, esta era uma saudação comum na época. Tal não deve ser forçada a ter uma interpretação diferente — uma que sirva como um fundamento para o evangelho da prosperidade. Em segundo lugar, a prioridade da saúde espiritual sobre a física é claramente evidente em v. 3-4. O fato de que Gaio estava andando na verdade trouxe a maior alegria para João. O restante da carta não mostra nenhuma preocupação com a saúde física dele. Em terceiro lugar, não há expressa aqui nenhuma relação causal entre a prosperidade da alma e a prosperidade corporal do Gaio. Em quarto lugar, João desejou boa saúde para o Gaio para que este pudesse continuar a mostrar amor à igreja (v. 5-6). É bastante provável que João tivesse recebido notícias de alguma doença da parte de Gaio, a qual o tinha impedido de fazer tais obras e de receber visitas.

Conclusão

Amigo cristão, se depois de verificar que a sua consciência está limpa, de orar e usar os meios que Deus providenciou para a melhora da saúde, você ainda permanecer doente, então, veja a sua doença como um dom de Deus para o seu bem e a glória dEle. Pode ser que Ele deseje que você permaneça doente. Aceite humildemente esta providência divina. O céu irá ser muito mais feliz para aqueles que sofreram mais. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória”; (2 Coríntios 4:17). Seja confortado com a garantia de que “Não demorará muito — quem sabe amanhã! — eu desembarcarei, seguro, em Canaã.”

Pr. Daniel Chamberlain

Você realmente já ouviu o evangelho?

Você tem certeza?

Meu amigo, conforme eu vou ouvindo e observando, estou convencido de que muitas pessoas nunca ouviram o evangelho de Jesus Cristo.

“Mas Pastor, você está falando isso para a pessoa errada. Eu vou à igreja.”

Amigo, só porque você vai à igreja (ou costumava ir) não quer dizer que você ouviu o evangelho. Fica bem claro que igrejas e denominações inteiras não podem dar uma resposta clara à pergunta simples: “O que é o evangelho?”

Muitos aceitam uma mensagem que foi apregoada como sendo o evangelho, supondo que o conteúdo era o mesmo que foi anunciado no rótulo. Por outro lado, alguns têm rejeitado o ensinamento, e agora eles se recusam a ouvir até mesmo o verdadeiro evangelho.

Se eu lhe desse uma folha de papel e pedisse-lhe escrever a resposta a esta pergunta, o que você diria? O que é o evangelho?

Todo bom evangélico sabe que o termo evangelho literalmente significa boa mensagem, boa notícia, boas novas. Vamos primeiro considerar o que o evangelho não é, e, em seguida, vamos considerar o que é.

O que o evangelho não é:

1. O evangelho não é: de alguma forma, de qualquer maneira, tudo vai ficar bem. (Isso é simplesmente otimismo cego, é a fé no destino ou na probabilidade matemática. Tal é forragem para seitas e psicólogos. Deus não tem nada a ver com tudo isso.)

2. O evangelho não é: todo mundo é basicamente bom, mas todos nós temos algumas pequenas falhas. No entanto, por fazer o máximo que podemos, por ser uma pessoa agradável e ajudar os outros, nós iremos ganhar a aprovação de Deus. Realmente não importa se você é um budista ou um muçulmano, etc., contanto que você seja sincero. (Isso todo é inteiramente falso, porque na visão divina nenhuns de nós são bons, nem um sequer, nem podemos fazer o que o infinitamente Santo considera como bom. Observe que Cristo nem sequer é pregado neste evangelho errôneo.)

3. Aqui é uma variação da anterior: Se eu faço o melhor que posso, Cristo vai completar a parte que está faltando; é claro que eu sempre fui uma pessoa muito boa, por isso não há muito que falte! (Mas isso também é uma mistura de obras e graça que a Bíblia condena totalmente. Cristo não se permitirá ser relegado para o nível de um auxiliar).

4. O evangelho não é: Deus ama a todos e todo mundo vai para o céu. Deus, assim como o Papai Noel, faz grandes ameaças, mas no final Ele irá desconsiderar todos os nossos pecados—exceto talvez aqueles de Adolf Hitler. (Isso, por sinal, é a mensagem pregada na maioria dos enterros. Infelizmente, alguns até têm esperança que o amor de Deus salve Hitler!)

     5. O evangelho não é: Se você vir a Cristo, Você irá receber riquezas matérias e nunca mais ficar doente. (Este é o evangelho da prosperidade pregado por muitos Televangelistas. Considerando a nossa natureza naturalmente egoísta, não é de estranhar que este esquema de ganho rápido de riquezas é prontamente aceito. A cobiça é assim considerada uma virtude!)

6. O evangelho não é: Sinta-se bem consigo mesmo. Você é alguém especial. Vamos levar a sua autoestima a novas alturas com um programa de autoajuda psicológica! (Mesmo uma leitura superficial da Sagrada Escritura desmente tais lisonjas. O orgulho é cúmplice de todo pecado).

7. O evangelho não é: A salvação se encontra em uma igreja. Eu simplesmente deixo que os profissionais ou sacerdotes suem os detalhes para depois dispensar a minha salvação para mim. (Esta postura destacada faz o homem, e não Deus, o salvador. Homem, e não Cristo torna-se o objeto de confiança nesta mudança sutil.)

8. O evangelho não é: Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio revelar um caminho, veio nos mostrar como viver, veio ensinar-nos uma ótima filosofia de vida. Seguindo seu exemplo, vamos entrar no céu. (A verdade é que Cristo é o caminho. Mais do que um professor, ele é o conteúdo daquilo que é ensinado. Damos graças a Deus por Seu exemplo, sim — mas precisamos de um Redentor!)

9. O evangelho não é: Obtenha este apólice de seguro eterno contra o risco de fogo, que se torna efetiva quando você repete uma oraçãozinha qualquer. Faça de Jesus o seu Salvador agora, mas não necessariamente o seu Senhor. (A punição eterna não é evitada simplesmente por repetir uma oração como se esta fosse uma fórmula mágica. Se uma pessoa é salva do inferno, ele também é salvo do domínio do pecado que leva ao inferno. Multidões foram enganadas a pensar que eles podem levar uma vida pecaminosa e infernal e ainda ir para o céu.)

10. O evangelho não é: Jesus Cristo facilitou a salvação — ou pelo menos a salvação ficou muito mais fácil do que era no tempo do Antigo Testamento, quando os israelitas tinham que oferecer sacrifícios e guardar a lei para ser salvo. Tudo o que nos resta agora é crer. Nesta época do Novo Testamento, o crer tomou o lugar do fazer obras para ser salvo; inclusive, o crer é o trabalho mais fácil de todos os esforços que pessoas já fizeram para se salvar. (Não, há e sempre houve apenas um caminho para a salvação. Este caminho é por meio da obediência e do sacrifício de Cristo. É tudo pela graça de Deus.)

11. O evangelho não é: Todos são feito salváveis pela obra de Cristo na cruz. . . como se Deus tivesse colocados todos na linha de partida, e aqueles que cruzam a linha de chegada são aplaudidos. Então, boa sorte para você! (Alguns até mesmo são aplaudidos na chamada do altar hoje em dia! Este esquema impessoal realmente não salva ninguém. Ela é tudo menos uma boa notícia. )

12. Da mesma forma, o evangelho não é: Cristo fez o possível para salvar a sua alma, agora você deve fazer o resto. Juntos, você e Ele podem fazer com que a salvação aconteça. Tudo que você tem a fazer é contribuir com a sua ______ . Preencha a lacuna com aquilo que a sua igreja ensina: ou seja, o batismo, sacramentos, dinheiro, oração, decisão, fé, lágrimas, línguas, etc. A equação fica assim:

A morte de Cristo + seu batismo = aceitação com Deus.
ou
A morte de Cristo + sua colaboração = aceitação com Deus.
ou
A morte de Cristo + qualquer obra sua = sua aceitação com Deus.

(Sim, até mesmo a fé é geralmente considerada uma obra de mérito pela qual você “fica salvo”. Mas a Bíblia nos diz claramente que a fé é um dom de Deus, e não uma doação louvável originário de nós, nem é uma forma de elogiar á Deus).

O que é, então, o evangelho?

 A equação do evangelho parece assim:

 A morte de Cristo no lugar do pecador = aceitação com Deus.

Não há nada a acrescentar — Cristo faz tudo! O problema com todos os doze itens acima é que eles, de uma forma ou outra, faz do homem o seu próprio salvador, pois ele fornece esforço e obras na sua própria salvação.

Em nosso interior e em nossa essência somos culpados diante de um Deus justo e santo, O qual é nosso Criador e Soberano. A nossa depravação e os nossos pecados nos separam dAquele quem é infinitamente santo e puro. Nós quebramos os Seus mandamentos e merecemos nada, senão punição.

Além disso, estamos completamente falidos e incapazes de pagarmos a dívida que temos. Também não podemos fazer nada que possa reverter o Divino pronunciamento que nos declara condenados, nem garantir para nós a aprovação de Deus.

Mas da pura bondade do seu coração, e não devido a nada bom no homem — nem agora ou nunca — Deus tem livremente resolvido redimir os pecadores. Como é que isso pode ser possível? Como pode um Deus santo receber pecadores profanos? Como pode o juiz absolver o culpado e manter-se justo? A resposta está no evangelho!

Deus o Pai enviou o seu Filho unigênito, eterno e igual como Ele, do céu a terra para pagar o preço do pecado. Depois de viver uma vida perfeita e sem pecado, Ele deu a Sua própria vida na cruz de Calvário. Naquele lugar, a ira de Deus foi derramado sobre Cristo. Lá, a substituição de Cristo pelo pecador foi realizada, a dívida cancelada, e a expiação feita. A morte de Cristo garantiu uma verdadeira redenção para todos aqueles por quem Ele morreu. O Pai no céu ficou satisfeito com aquilo que Cristo fez. A justiça foi mantida. Ao mesmo tempo, os culpados foram perdoados e reconciliados. Assim, Deus é moralmente autoconsistente em sua justificação dos ímpios.

A essência do Evangelho encontra-se em dois fatos:

Em primeiro lugar, os pecados do povo de Cristo caíram sobre Ele, e Ele morreu.
Em segundo lugar, a vida santa e a obediência perfeita de Cristo foram aplicadas a seu povo, e eles vivem.

Esta imputação bidirecional é a boa notícia que é o evangelho. Ambos destes fatos sempre trabalham em conjunto. Onde quer que o primeiro ocorra, a segunda também ocorre. Em resumo, isso quer dizer que Cristo foi um substituto para pessoas individuais, e Ele é de fato um “Salvador pessoal”. Assim, o evangelho de Deus é tão incrível, tão merecedor de admiração! Quantos juízes você conhece que puniriam os seus próprios filhos para então libertar um criminoso? Quantos em seguida adotariam tal criminoso para ser parte das suas próprias famílias por toda a eternidade? Tal amor é exclusivamente divino.

Este é verdadeiramente o evangelho da glória do bendito Deus. Qualquer mensagem que não comunica tais notícias bem-vindas não é o evangelho — a boa mensagem, a boa notícia, as boas novas — para rebeldes indignos e indefesos como você e eu.

Amigo, você não precisa acrescentar nada aquilo que Cristo fez. Acrescentar qualquer coisa à obra divina é o cúmulo da arrogância e blasfêmia, uma profanação da pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo. Deus não precisa de sua ajuda. Ao invés disto, você precisa da ajuda e libertação de Deus. Venha a Ele, olha para Ele, curva-se perante a autoridade dEle como o Rei que ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai. Afasta-te do teu pecado. Arrependa-se dos seus atos malignos, bem como as suas boas obras, e corra para Cristo. Confie apenas nos méritos de Cristo. Creia nEle.

“Mas Pastor, você não acabou de afirmar que a fé não salva? Agora você está me dizendo que devo crer?”

Exatamente! Não é a fé em si que salva, mas o próprio Jesus Cristo que salva. Você deve receber tudo dEle. Ele é a fonte de todas as coisas que conduzem à vida e à piedade. Ele deve ser o objeto de sua fé. Não olhe para a sua fé, olhe para o Salvador! Junto com o famoso hinista, Augustus Toplady, diga:

Nada há a qual eu trago,
À Tua cruz apenas me agarro.

Mesmo o seu apegar à cruz é uma obra da graça de Deus! Caso contrário, você não poderia se apegar a Ele. Através do poder dEle, corra à Ele agora!

Caro leitor, este é o único e autêntico evangelho. Não se deixe enganar por um evangelho falso. Sua alma não pode se dar ao luxo de ser enganado acerca desta questão. É este o evangelho no qual você confia? É este o evangelho que você tem rejeitado?

Pr. Daniel Chamberlain

Este artigo está disponível como folheto na Loja Prudente

Afinal, o que Jesus Cristo pregava?

Parece que nos nossos dias não há clareza quanto à mensagem que Jesus Cristo pregava. Mas em João 3.36, Jesus anuncia claramente: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”. Este versículo representa bem o Evangelho que Jesus pregava. Para entender sua mensagem, vamos estudar algumas palavras-chave neste versículo:

Quem é o Filho? O Senhor Jesus Cristo, o próprio Deus. Quando Jesus Cristo diz que há vida eterna para aquele que crê no Filho, Ele fala de si mesmo. Nele há poder para salvar, perdoar, ressuscitar e condenar. Jesus Cristo pregava de si mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?” (João 11.25,26)

O que é a vida eterna? É viver para sempre na presença de Deus, sendo aceito eternamente por Ele. É conhecer e ser conhecido pelo único Deus verdadeiro. Jesus explicava assim: “A vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). Quem crê em Jesus Cristo como Salvador pode conhecer a Deus nesta vida e também na vida após a morte. Não há vida melhor na terra ou no céu do que esta: adorar a Deus alegremente por estar eternamente perdoado de todas as suas ofensas.

O que é a ira de Deus? É raro alguém mencionar a ira de Deus mas a Bíblia diz muito acerca dela. Deus deseja ser adorado por um povo justo e santo. Fomos criados para este propósito. Mas olhe ao seu redor e você verá que esta não é a vontade dos homens. Desejamos fazer tudo aquilo que nos satisfaz. Ignoramos a santidade expressa no exemplo do Senhor Jesus Cristo e buscamos a nossa própria glória. Dizia o apóstolo Paulo: “A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8.7,8) Não queremos, não buscamos, não podemos agradar a Deus! E por isso existe a ira de Deus, a qual se revela contra este nosso pecado. E quantas vezes pecamos! Nosso pecado se manifesta nas atitudes e desejos que muitas vezes são escondidos: “Prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3.5,6). Deus tem o direito sim de estar irado conosco, pois temos chamado sua santidade de abominação, e abraçado os pecados que Ele abomina! Ele é um Justo Juiz, e tem o direito sim de condenar os pecadores a uma eternidade no inferno, longe de Sua presença.

Mas há uma última palavra-chave: O que é crer? É tomar como verdadeiro ao ponto de confiar sua alma e vida na Pessoa de Jesus Cristo. É depender exclusiva e totalmente no que Deus diz acerca do pecado, perdão e o Filho. Crer no Filho é acreditar que Jesus Cristo fez uma obra tão grandiosa que você jamais poderia fazê-la e tão completa que não há nada que você possa acrescentar. Cremos pela fé que Jesus Cristo, ao ser crucificado, tomou sobre si toda a punição que nos era merecida. Cremos pela fé que Jesus Cristo, ao ressuscitar, mostrou-nos sua vitória sobre a morte e provou-nos seu poder sobre o castigo eterno. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, e é por Ele que nós podemos ser lavados dos nossos pecados e ter acesso a Deus! É necessário crer — urgentemente! — em Jesus Cristo, “no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados”! (Efésios 1.7)

O que Jesus Cristo pregava então? As boas novas do Evangelho! Jesus Cristo pregava que há perdão para aqueles que estão confiando nEle! Há salvação gratuita, completa e eterna! Mas Jesus Cristo também alertava que há condenação para aqueles que não estão confiando nEle. A pregação de Jesus Cristo servia de consolo para alguns e condenação para outros.

Veja bem: Jesus Cristo não pregava um evangelho raso e terreno que promete dinheiro em nossas contas bancárias, curas garantidas das nossas doenças ou sucesso financeiro em nossas empreitadas. Não. Jesus Cristo pregava o Evangelho que trata com coisas eternamente valiosas como misericórdia, perdão, adoração alegre e vida eterna na presença do nosso Criador. Essas coisas não podem ser comparadas com o valor passageiro do nosso dinheiro ou a saúde momentânea que temos antes da morte.

Querido(a) leitor(a), você gostaria de conhecer Jesus Cristo, o Salvador? Escute Sua voz: “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19.10). Se você está atualmente ainda sob a ira de Deus, Jesus Cristo te chama de perdido. O Evangelho manda você arrepender-se dos seus pecados e confiar plenamente na obra salvadora de Jesus Cristo.

Vida eterna! Sim, é isto que Jesus Cristo pregava! E por isso nós temos o prazer de pregar o mesmo.

Daniel Gardner

Este artigo está disponível como folheto na Loja Prudente